Dora Oliveira

Dora Oliveira

Sou minha, não pertenço a algo, a alguém, ao espaço ou ao tempo.
Fui criada num mundo ambíguo, no negro claro, no escravo livre, num repleto vazio, numa verdade que engana, num inverso invertido.
Sou mais lua que sol, contudo mais riso que choro.
Sou miragem no espaço e um vislumbre no tempo.
De tanto sou nada; do nada me faço tudo.
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